A cadeia de Valor da Educação Brasileira

Qual é a cadeia de valor da sua escola?

Desde quando o aluno interessa à sua escola e onde termina a sua contribuição com a educação dessa pessoa?

A cadeia de valor do ensino no Brasil pode ser dividida em quatro grupos:

Educação Básica A Educação Básico se estende desde o Ensino Fundamental até o ensino médio. Incluem-se também, na educação básica, os cursos e as provas do supletivo.

Educação Superior A Educação Superior é composta pelas Universidades,pelos Centros Universitários e pelas Faculdades. A dinâmica de um curso superior não tem nenhuma relação com a dinâmica da educação básica. Mesmo que elas ocorram no mesmo local, são duas empresas completamente diferentes. Quem já se “aventurou” a abrir uma faculdade porque tinha as instalações do ensino básico já sentiu isso na pele. A cadeia de valor esperada é outra.

Educação Profissionalizante: Na educação profissionalizante, o objetivo é um emprego rápido onde se possa utilizar as técnicas aprendidas. Se a escola que possui educação profissionalizante já tiver um cliente contratante definido, a cadeia de valor dessa escola também já está definida. Mesmo que tenha o mesmo desafio da educação superior de empregar os alunos, na educação profissionalizante esse esforço tem que ser inúmeras vezes maior. Logo, outro tipo de empresa que tem pouca relação com a Educação Básica ou Superior

Cultura e Lazer Cultura e Lazer também fazem parte da cadeia de valor da educação. Entendemos como cultura e lazer tudo o que estiver relacionado a atividades de educação que ocorrem fora das salas de aula. A escola tem que escolher uma ou mais frentes de negócios na cadeia de valor da educação. Grupos empresariais podem ter desde a Educação Básica até as atividades de Cultura e Lazer. Contudo têm que ter ciência que deve tratar cada uma dessas cadeias de valor de forma diferente, inclusive com administrações diferentes.

O produto de uma cadeia de valor, se misturado com o de outra, causa conflitos que são difíceis de serem resolvidos. Isso não significa que não possam conviver nas mesmas instalações. Eu ministrava aulas em uma escola de tecnologia em São Paulo, onde, no período da manhã e da tarde, funcionava o Ensino Básico. Era uma confusão nos elevadores da escola quando se encerrava o período da tarde e iniciava-se o curso superior, mas os públicos conviviam o melhor possível. Contudo, as secretarias e as administrações eram separadas. Não seria nada produtivo unificá-las.

Entender essas diferenças é o primeiro passo para a definição de qual dessas atividades apresentadas à sua escola realmente aporta valor. Nas outras as quais ela não aporta valor, seja por falta de experiência ou mesmo por vocação da instituição, o melhor a fazer é desenvolver parcerias.

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